Eleições do Benfica

Luís Filipe Vieira

Lista E

Luís Filipe Vieira (76 anos), sócio 3.312 é empresário no setor da construção civil e teve um percurso de longa duração como dirigente do Sport Lisboa e Benfica.

Começou o seu envolvimento no futebol profissional como presidente do Alverca e integrou mais tarde os órgãos sociais do Benfica, primeiro como diretor do futebol e depois como presidente do clube, cargo que assumiu entre 2003 e 2021.

Com uma trajetória marcada por uma aposta no crescimento estrutural do Benfica, destacando-se a criação do Benfica Campus no Seixal e a modernização da organização interna do clube mas também por controvérsias judiciais, Luís Filipe Vieira apresentou-se como candidato novamente, sustentando a sua visão de continuidade e recuperação da liderança desportiva do clube.

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Luis Filipe Vieira

Mais sobre o candidato

Ao longo da sua trajetória enquanto dirigente, Luís Filipe Vieira assumiu responsabilidades em diversas entidades ligadas ao futebol profissional, tendo sido presidente do Alverca e, posteriormente, do Sport Lisboa e Benfica, onde acumulou também funções na SAD do clube. Durante esse percurso, esteve diretamente envolvido em processos estratégicos como a construção do novo Estádio da Luz, a criação do centro de treinos e formação no Seixal (Benfica Campus), a entrada da SAD em bolsa e a estruturação do modelo empresarial do futebol benfiquista, articulando relações com investidores e parceiros comerciais.

O seu percurso é igualmente marcado por controvérsia, estando a contas com a justiça portuguesa no âmbito do processo “Cartão Vermelho”, no qual é arguido por suspeitas de crimes económicos relacionados com a sua atividade empresarial e com a gestão da SAD do Benfica. Este processo resultou na sua detenção em 2021 e na suspensão voluntária das funções de presidente do clube, mantendo-se desde então afastado da liderança. As investigações judiciais continuam em curso.

Futebol Profissional, Formação e Feminino

Modalidades

Equipa

Bruno Batista

Marca, Comercial e Comunicação

João Antunes

Sócios, Expansão e Digital

José Fernandes Malta

Finanças e Gestão

Luís de Almeida Melo

Relações Institucionais

Pedro Mateus

Estratégia e Performance

Luís Filipe Melo

Jurídico

Jeremias Rodrigues

Património e Infraestruturas

Frederico Pires

Inovação

José Marques

Vice Presidente

Duarte Barão

Secretário

Ana Beleza

Secretária

Rui Correia

Secretário

Pedro Conde

Presidente

João Nava

.

José Ambrósio

.

Entrevistas

TVI/CNN

NOW

CMTV

SIC NOTÍCIAS

A BOLA

SPORTTV

Podcasts

MATA-MATA

FINAL CUT

90+3

Resumo das entrevistas

Entrevista TVI/CNN

1. Decisão de avançar para a candidatura

  • Confirma candidatura apesar da frase de 2022 (“nem que Cristo descesse à Terra”).

  • Porquê agora:

    • Diz que as “circunstâncias mudaram” e que o legado que deixou foi destruído em 4 anos (salva o património, mas “sem manutenção”).

    • Pressão interna/externa: afirma receber apelos constantes de pessoas do clube (“alguns quase como um pai”) e de adeptos na rua.

    • Sinal de mal‑estar: vê a existência de “muitos candidatos” como prova de insatisfação geral.

    • Gatilho recente: em junho recebeu “informações preocupantes” sobre a situação financeira, levando‑o a reavaliar a decisão.

  • Financiamento garantido: disse que, antes de anunciar, assegurou com uma “pessoa/entidade chave” que haverá dinheiro alinhado para pagar compromissos imediatos e investir no Seixal (colégio, hotel, expansão). Não revelou quem.

2. O seu legado e como deixa o Benfica

  • Infraestrutura e receitas: estádio e centro de estágios preservados “como novos”; BTV com Premier League; negociação de direitos televisivos que totalizaram 400M€ (motor para pagar infraestruturas).

  • Financeiro à saída: diz ter deixado o clube com ~90M€ de dívida e “tudo liquidado”; operação corrente com “problema normal de tesouraria”.

  • Projetos deixados prontos: Seixal (colégio, hotel e expansão).

3. Diagnóstico do Benfica atual (críticas)

  • Liderança e estratégia:muitos anos sem liderança”; sem estratégia, sem inovação; decisões “à vista” e “para a campanha eleitoral”.

  • Estrutura profissional: afirma que Rui Costa mexeu numa estrutura profissional “muito competente”; hoje “não há ninguém competente” e manda “um ex‑chefe de gabinete” (aponta nomes e funções de forma crítica).

  • “Clube de amigos” e politização: denuncia nepotismo e insinua cor política repetida no preenchimento de cargos.

  • Benfica Rádio: exemplo de projeto inviável relançado “em tempo eleitoral” com “10 operadores já contratados”.

  • Scouting e contratações:

    • Antes: comprava por 4–6M€, desenvolvia e vendia com mais‑valias.

    • Agora: jogadores de 20–30M€, alguns com 25 anos e ainda com 20% de mais‑valia para terceiros — considera insustentável.

    • Caso referido: jogador que custara 4M€ há 2 anos “aparece” agora a 28M€.

  • Direitos televisivos – centralização: diz que o Benfica perdeu a corrida; lei de centralização pode ser inconstitucional e o clube tem um caso jurídico “inédito”

  • Manutenção do património: acusa falta de manutenção do estádio/Seixal (“ervas daninhas” citadas noutra entrevista).

4. Relação com Rui Costa

  • Ruptura pessoal: diz que não fala com ele desde a posse; sentiu‑se ignorado no discurso.

  • Juízo de caráter: classifica Rui Costa como “sem caráter” na forma como o tratou após a sua saída.

  • Insiste que a candidatura “não é contra Rui Costa”, é “pelo Benfica”.

  • Nota histórica: afirma ter protegido Rui Costa durante anos e até o posicionado como nº2 num cenário de sucessão; acusa RC de ter afastado quadros como Miguel Moreira.

5. Situação financeira e risco

  • Alertas: fala em problemas graves se se mantiver a via atual; critica gastos “sem planeamento” e vendas com recebimento incerto.

  • Mercados de risco: Brasil (citou Vasco da Gama e “PER”) e Turquia (diz ter evitado vender para esse mercado no passado por dificuldades de cobrança).

  • Resultados/estrutura: defende que no seu tempo a rúbrica clientes > fornecedores; quando inverte, “é perigosíssimo”.

  • Insolvência? Recusa falar em insolência do clube, mas reforça o risco de tesouraria face ao atual modelo de contratação/recebimento.

6. OPA, CMVM e José António dos Santos

  • OPA a 3€ e 5€: diz que juridicamente podia fazer a 3€ e 5€, mas a CMVM impôs 5€.

  • Justificação estratégica: OPA para modelo “à Bayern” (capital estável, pacotes de 10% por empresas estratégicas), reduzir volatilidade e proteger o clube.

  • Falhar a OPA foi “a maior desgraça” — hoje compraria as ações no mercado.

  • Conflito com J. A. dos Santos: nega benefício pessoal; diz que a dívida foi vendida pelo banco a um fundo e só depois a JAS, sem interferência sua.

  • Pergunta sobre “81% acima do preço”: defende que quem vende decide; reitera que a OPA era no interesse do Benfica.

7. Processos judiciais e reputação

  • Cartão Vermelho: nega ter lesado o Estado, diz que a acusação não é 100M€ mas 80M€; liga o caso a Brasil e OPA; garante inocência e confiança na justiça; pagou caução de 3M€ (“nem sei porquê”).

  • Saco Azul: afirma que a decisão “está para breve” e que haverá “surpresa”.

  • Operação Lex: diz que não pediu favores judiciais; explica que o litígio era sobre mais‑valias (pagou ~1,6M€ e reclamou depois); admite ter falado com Rui Rangel para saber do estado do processo, mas rejeita troca de bilhetes/favores.

  • Acusações mediáticas: nega património atribuído à filha (os “22 imóveis”); afirma nunca ter pago a órgãos para falarem bem dele.

  • Reputação vs. elegibilidade: sobre adequação CMVM para presidir à SAD, diz que o advogado garante que pode ser candidato; se a CMVM não permitir, “há profissionais” para liderar a SAD — mas acredita que ele próprio o pode fazer.

  • Autoavaliação econômica: afirma ter perdido dinheiro no Benfica (“estou pior do que entrei”).

8. Liga, arbitragem e Pedro Proença

  • Críticas duras a Proença: chama‑o de perigoso e diz que incutiu medo nos clubes; alega que a Liga pagou à media para “passar imagem de autoridade” (aponta às contas da Liga).

  • Caso Benfica–Sporting: classificou um erro de arbitragem como “vergonhoso”; diz que Proença nunca pediu desculpa.

  • Plano de ação:

    • Convocar presidentes para “perderem o medo”.

    • Liderar a centralização de direitos (com salvaguarda do Benfica) e defender os clubes em crise (licenciamentos, sustentabilidade).

  • Relação com FPF: distingue federação de Liga; diz que não o incomoda o presidente da FPF no dia‑a‑dia do futebol profissional.

9. Modelo desportivo e treinador

  • Treinador: Bruno Lage fica se ele vencer — “no dia 26, é o treinador do Benfica”; não mexe até janeiro (salvo catástrofe).

  • Perfil de mercado: regressar ao scouting forte, detetar cedo, comprar barato e valorizar; crítica às compras tardias/caras e percentagens de mais‑valia cedidas.

  • Plantel: considera 28–29 jogadores excessivo; defende enxugar e dar espaço à formação.

10. Formação e eixo da equipa

  • Núcleo base: António Silva, Tomás Araújo, Florentino como coluna vertebral.

  • João Neves: saiu por pressão de tesouraria; exemplo de como a oportunidade (e não a estatura) decide — crítica a quem o desvalorizava antes.

  • Sub‑19/Sub‑17: elogia talento emergente (referiu um lateral direito de 17 anos); quer aproveitamento efetivo, não marginalização.

  • Seixal: retoma de investimento (colégio, hotel, expansão).

11. Objetivos desportivos

  • Prioridade doméstica:ganhar tudo em Portugal”.

  • Europa: admite que ser campeão europeu é cada vez mais difícil, mas não impossível (“a sorte conta”).

  • Sonho em aberto: Penta como objetivo emocional (fez o tetra, “quer fazer o penta”).

  • Mensagem imediata: pediu foco total no jogo europeu para garantir Liga dos Campeões pela importância das receitas.

12. Governação, pessoas e comunicação

  • Mudanças imediatas:há pessoas que têm de sair logo” no Estádio e no Seixal (não deu nomes).

  • Administração e nomes: promete gente nova, “ninguém do passado” — mas também fala que João Gabriel regressa à comunicação.

  • Princípios de RH (no passado): diz que vetava entrada de amigos pessoais; acusa a gestão atual de fazer o oposto (“clube de amigos”).

  • Agenda pública: Não partilha ideis nem planos e não antecipará o programa completo alegando evitar cópias dos rivais; apresentará “no tempo certo”.

12. Governação, pessoas e comunicação

  • Mudanças imediatas:há pessoas que têm de sair logo” no Estádio e no Seixal (não deu nomes).

  • Administração e nomes: promete gente nova, “ninguém do passado” — mas também fala que João Gabriel regressa à comunicação.

  • Princípios de RH (no passado): diz que vetava entrada de amigos pessoais; acusa a gestão atual de fazer o oposto (“clube de amigos”).

  • Agenda pública: não antecipará o programa completo para evitar cópias dos rivais; apresentará “no tempo certo”.

13. Contratações do passado

Face a uma lista de ~45 jogadores (2010–20) que não jogaram ou jogaram pouco, responde:

  • Muitos eram operações estratégicas para empréstimos/valorização, não para a equipa A imediata.

  • Alguns permitiram vendas com lucro; outros entravam/saíam rápido por gestão de mercado e regras de empréstimos então vigentes.

14. Relação com imprensa e bastidores

  • Tensão em estúdio: queixa‑se de “interrogatório” e de estarem a “julgá‑lo em público”; diz que não volta a programas para esse formato.

  • “Off‑air” captado: comentou “parecia tribunal”, trocou cumprimentos, elogiou bombeiros e realçou o jogo europeu.

  • Desafio aos media: citou audiências e disse que, sempre que for ilibado, “traz um título” ao programa.

14. Relação com imprensa e bastidores

  • Tensão em estúdio: queixa‑se de “interrogatório” e de estarem a “julgá‑lo em público”; diz que não volta a programas para esse formato.

  • “Off‑air” captado: comentou “parecia tribunal”, trocou cumprimentos, elogiou bombeiros e realçou o jogo europeu.

  • Desafio aos media: citou audiências e disse que, sempre que for ilibado, “traz um título” ao programa.

15. Pontos omissos/ambíguos

  • Nomes de quem sai/entra, mandatários e administração: não revelou.

  • Fonte/condições do financiamento: não revelou.

  • Plano tático/esportivo detalhado (além de Lage + formação): não apresentou.

  • Contradição pontual: chegou a dizer “dívida ingerívelnão” — manteve, porém, o fio de grande preocupação.

  • Escutas/comissões específicas citadas pelos jornalistas: negou, mas não aprofundou.

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